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quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Exercício nacional A TERRA TREME

 


Os utilizadores da nossa biblioteca cumpriram "à risca" este simulacro que pretendeu chamar a atenção para o risco sísmico e para a importância de comportamentos simples que os cidadãos devem adotar em caso de sismo, mas que podem salvar vidas.

Esta iniciativa foi promovida pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e foi dinamizada pela Equipa de Segurança, com o apoio dos professores de Cidadania e Desenvolvimento.

Para mais informações, consulta a página A Terra Treme em:

A Terra Treme – EXERCÍCIO PÚBLICO DE SENSIBILIZAÇÃO PARA O RISCO SISMICO



sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Close-up - sessão no AE D. Sancho I

 No próximo dia 16 de outubro, pelas 10h25, teremos mais uma sessão do Close-Up no auditório da escola.

A Biblioteca convida a comunidade educativa a assistir ao filme documentário, que será apresentado pelo crítico e professor universitário Carlos Natálio.




Futura, Ou o Que Está Por Vir de Alice Rohrwacher, Francesco Munzi e Pietro Marcello

 

Título original: Futura (Itália, documentário, 2021, 100 min)
Classificação: M/12

 

Seguindo os passos de uma longa linhagem de documentaristas, um coletivo de três cineastas italianos conhecidos pelo seu cinema politicamente perspicaz – Pietro Marcello, Francesco Munzi e Alice Rohrwacher  – partiu para entrevistar os jovens italianos sobre as suas esperanças, sonhos e medos para o futuro. Com as divisões políticas de hoje, o desconforto socioeconómico, a dependência excessiva da tecnologia e a crise climática global, as conversas que eles promovem parecem particularmente urgentes. Concentrando-se nas esperanças e medos da próxima geração, Futura captura um instantâneo do que pode estar por vir.

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Projeto ABRIL'Art

Como articular diferentes ciclos de ensino, envolver alunos de escolas diferentes do mesmo Agrupamento, num projeto aglutinador com base na exploração de linguagens artísticas e com vista a destacar, preservar e valorizar a memória das conquistas de Abril?

Integrado nas Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, dinamizada pela Área Disciplinar de História em articulação com o Projeto Cultural de Escola (PCE) do AE D. Sancho I desenvolveu-se o projeto ABRIL’ART. Iniciou-se pela distribuição, a todos os alunos do 4.º ano, das 5 escolas do 1.º ciclo deste Agrupamento, de uma folha A3 com um padrão geométrico já impresso que deveriam colorir a gosto. Paralelamente, aos alunos das turmas do 6.º ano, da E.B. 1,2 Dr. Nuno Simões, no âmbito da disciplina de HGP, foi solicitada a recolha de imagens ou a elaboração de desenhos associados às conquistas de Abril. Depois de realizados e recolhidos os trabalhos individuais, foi desencadeada a tarefa da sua digitalização e, posteriormente, com recurso ao programa informático Photoshop, procedeu-se ao respetivo tratamento gráfico, sobreposição e composições plásticas do 1.º com as do 2.º ciclo, que culminou num produto gráfico original e muito interessante.

Com o apoio do Programa Educativo e Cultural – De Famalicão para o Mundo, o projeto ABRIL’ART enriqueceu as Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril do Agrupamento, e resultou na produção de 25 cartazes A3 a cores, multiplicados para exposição simultânea, em cada uma das 5 escolas com 1º ciclo e na Sede do Agrupamento. 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Biblioteca Escolar/ Projeto Eco-Escola

Os alunos da turma NS2A visitaram a Biblioteca para conhecer o livro “O Robô Voador“ criado pela Instituição “Mundos de Vida”, uma Associação para Educação e Solidariedade de Crianças, Pessoas Idosas e Famílias, com ilustração de Yara Kono. Este livro é o décimo primeiro da Coleção “ Dia Nacional do Pijama “ e pretende alertar para os perigos da excessiva exposição aos ecrãs, que pode levar crianças e adultos a terem comportamentos semelhantes a robôs-“A Robite”. 

Os alunos com ajuda dos Encarregados de Educação já tinham construído, anteriormente, com recursos a materiais recicláveis, criativos robôs, tornaram-se agora agentes ativos no combate à “Robite”. Parabéns a todos pelos excelentes trabalhos apresentados!

sábado, 15 de julho de 2023

Aprender a descansar

 

Aprender a descansar

Não é raro que, prisioneiros da pressão que nos impõem — ou nos impomos —, deixemos de saber o que significa descansar. Pensamos numa vida enclaustrada em dias úteis, e só aí. O tempo torna-se circular e uniforme. E mesmo quando temos a oportunidade de parar, já não temos a sabedoria necessária para isso. Como a pausa nos angustia, a tentação é afogá-la com os atordoamentos mais diversos. O que se passa connosco? Moldamos os nossos quotidianos como movimento perpétuo, atividade, tráfico de afazeres, sucessão de programas a executar, produção e consumo. Tudo isso torna-se o sinónimo de existência, da qual somos cada vez mais profissionais, e cada vez menos exploradores, inventores ou enamorados. Não admira que façamos das férias um tempo ofegante como qualquer outro, ainda por cima camuflado por uma montanha de distrações e obrigações acrescidas que nos atiram para um inconfessável exílio. Não se pode dizer que sejam um tempo de liberdade, onde respiramos a transparência, onde ousamos o azul ou a imensidão como lugares que nos pertençam. Mesmo se deslocados para fora do nosso mundo habitual, a verdade é que continuamos a correr, a cumprir etapas, e porventura a deixar para trás o encontro profundo connosco próprios e com os outros. Regressamos ao trabalho com a insólita sensação de que precisaríamos de umas férias depois da estafa que as nossas foram.

 Torna-se necessário, por isso, fazer escolhas, que não são fáceis, nem automáticas, mas provêm de uma decisão que, à falta de melhor nome, eu chamaria de espiritual. Em vez de produzir, afirmar, esventrar, repetir, deveríamos ousar uma distância crítica e aproveitar as férias para interromper o tracejado sonâmbulo que parece esgotar todas as nossas possibilidades. Precisamos reaprender coisas simples da vida: valorizar a comunicação que acontece sem prazo e sem palavras; investir na hospitalidade que brota da escuta gratuita e demorada; estimar a compreensão que o silêncio, de coração a coração, entreabre; revitalizar os nossos sentidos. Precisamos, por exemplo, de contemplar em vez de ver apenas. De caminhar com vagar e preferir os caminhos mais longos em vez de nos deslocarmos numa cápsula e sempre a toda a velocidade. Precisamos de deixar de ter medo de perder tempo, construindo e desejando presenças mais do que persistindo na acumulação fortuita de sensações e de vultos.

 Não nos enganemos. O verdadeiro repouso não o encontraremos prefabricado e pronto a consumir. O repouso não está à nossa espera nos lugares de sonho das promoções turísticas. Não o encontraremos em lugar algum, se ele não tiver antes brotado na nossa alma. Vale a pena assim que ao tocarmos a terra, a água ou o vento toquemos também o coração da vida. Que acordemos a curiosidade e a atenção, que são as formas mais quotidianas, mas também as mais extraordinárias de amor. Que nos detenhamos perante o visível, com a generosidade e o espanto de quem volta a relacionar - se com tudo pela primeira vez. Que abramos janelas e brechas superando os ambientes condicionados, as visões parcelares, os juízos viciados. Que acreditemos que os nossos braços podem chegar bem mais longe do que as curtas distâncias que os nossos olhos alcançam. Que visitemos e nos deixemos visitar pela surpresa que cada dia traz pela mão. Que enchamos o coração de gratidão que é o alfabeto com que a alegria se revela. A vida pode ser mais do que a expressão férrea de uma multiplicidade de finalidades e desculpas exteriores: pode ser transparência pura de si.

 José Tolentino Mendonça, Revista Expresso (edição nº 2232, de 08/08/15)

 Fonte - https://www.imissio.net/v2/opiniao/aprender-a-descansar:3566/